Regulamentação despoluição EURO 6 – EOBD

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No início da década de 1990, os Estados Unidos tornaram obrigatórias as funcionalidades de diagnóstico em todos os veículos vendidos no seu território. Estas características de diagnóstico conduziram às emissões poluentes dos veículos, e permitiram, em caso de problema, alertar o condutor através de um sinal no quadro de controlo, e armazenar os códigos de erro correspondentes aos problemas encontrados para poder consultá-los mais tarde através de um instrumento de diagnóstico. Estas ferramentas de diagnóstico devem então tornar-se baratas e acessíveis às mais pequenas oficinas de automóveis. O conjunto destas características de diagnóstico foi agrupado sob o nome “OBD II” (Diagnóstico a Bordo). A Europa introduziu então um sistema semelhante e compatível chamado EOBD (OBD Europeu). Hoje, o número de unidades eletrónicas num veículo moderno aumentou singularmente, cada fabricante alargou as funcionalidades disponíveis através deste diagnóstico, desenvolvendo instrumentos de diagnóstico específicos dos seus próprios veículos, garantindo assim o regresso destes veículos nas garagens da marca.

O Parlamento Europeu

Medidas definidas a tomar contra a poluição atmosférica pelas emissões dos veículos a motor. A presente diretiva (CE 98/69) visava introduzir novos requisitos para os veículos a gasolina e gasóleo a partir de 1 de janeiro de 2000. Esta diretiva previa:

  • a gravidade dos valores-limite de emissão à homologação dos poluentes de escape
  • a gravidade do procedimento de homologação para a medida de evaporação dos combustíveis
  • a continuidade dos controlos de conformidade na produção de veículos novos
  • o controlo da conformidade da produção do cliente
  • a obrigação de ter um sistema de diagnóstico incorporado no EOBD
    A Norma Europeia de Emissões é uma norma que regula as emissões de novos veículos comercializados na União Europeia.

Diesel

Euro I†

Jul. 1992

2.72 (3.16)

0.97 (1.13)

0.14 (0.18)

Euro II

Jan. 1996

1.0

0.7

0.08

Euro II

Jan. 1996a

1.0

0.9

0.10

Euro III

Jan. 2000

0.64

0.56

0.50

0.05

Euro IV

Jan. 2005

0.50

0.30

0.25

0.025

Euro V (proposto)

Set. 2009

0.50

0.23

0.18

0.005

Euro VI (proposto)

Set. 2014

0.50

0.17

0.08

0.005

Gasolina

Euro I†

Jul. 1992

2.72 (3.16)

0.97 (1.13)

Euro II

Jan. 1996

2.2

0.5

Euro III

Jan. 2000

2.30

0.20

0.15

Euro IV

Jan. 2005

1.0

0.10

0.08

Euro V (proposto)

Set. 2009

1.0

0.10

0.06

0.005b

Euro VI (proposto)

Set. 2014

1.0

0.10

0.06

0.005

* Antes da Euro V veículos de passageiros até 2500 kg eram considerados veículos comerciais da classe N1- I

Padrões de emissão para veículos leves (Categoria M1*), g/km

Eobd

(European On Board Diagnosis) é um regulamento europeu que acompanha a norma EURO 3. O EOBD pretende marcar o condutor como um intermediário de uma luz de diagnóstico qualquer defeito que afete a despoluição. O EOBD tem um software de vigilância integrado com a calculadora de controlo do motor (ECU). Tem duas funções principais:

  • detetar as deficiências do equipamento antipoluição do veículo.
  • informar o condutor das fraquezas que causam uma ultrapassagem de emissões, para que possa reparar o veículo

O objetivo fundamental do sistema EOBD é cumprir todas as novas regulamentações e regras relativas ao controlo das emissões de poluentes rejeitados pelos veículos, imposta pela Diretiva Europeia n.o 98/69/CE, oficialmente aplicada por todos os Estados-Membros. Os principais objetivos do sistema EOBD:

1) detetar a degradação e/ou o mau funcionamento dos componentes ou sistemas relacionados com o controlo dos gases evacuados, que possam induzir níveis ao nível da saída de escape superior a 1,5 vezes a norma de verificação da CE.

2) Aumentar a vigilância oferecida pelo sistema de controlo de fumos: Compreende um conjunto de dispositivos de diagnóstico controlados por computador e os chamados monitores. Estes dispositivos de vigilância realizam diagnósticos e verificações para garantir que todos os componentes e/ou sistemas relacionados com os fumos funcionem corretamente e que cumpram as fichas de dados dos fabricantes.

3) Ter um conector de acesso a dados, comum a todos os veículos (antes do EOBD, os conectores tinham formas e dimensões diferentes).


OBD 16vias

1

2

J1850 Bus+

3

4

Caixa Ground

5

Sinal Ground

6

CAN High (J-2284)

7

ISO 9141-2 K Line

8

9

10

J1850 Bus

11

12

13

14

CAN Low (J-2284)

15

ISO 9141-2 L Line

16

Bateria Voltagem

ELEMENTOS SUPERVISIONADOS

A calculadora (Centralina) supervisiona permanentemente os elementos essenciais ao controlo das emissões: .

A) Gasolina:

  • falhas de ignição
    a eficácia do catalisador
  • a condição das sondas de oxigénio
  • qualquer componente ou sistema cuja insuficiência possa fazer com que os valores-limite de emissão tolerados sejam ultrapassados (injeção de ar, EGR, caixa de mudanças automática de BVA)
  • a continuidade do circuito da purga electrovalvula do recipiente B) Diesel:
  • a eficácia do catalisador
  • a funcionalidade e integridade do filtro de partículas (assim montado)
  • a continuidade e a insuficiência total dos acionadores de débito e adiantamento eletrónicos
  • qualquer componente ou sistema cuja insuficiência possa fazer com que os valores-limite de emissão tolerados sejam ultrapassados (EGR, pré-aquecimento, BVA).

B) LIMIARES DE DETEÇÃO Os limiares de deteção são definidos de acordo com cada poluente. Em caso de exceder o limiar regulamentar (insuficiência), a luz de diagnóstico do motor acende-se, o defeito em questão é armazenado.
C) Luz de diagnóstico do motor de ignição (EOBD) A luz avisadora de diagnóstico do motor indica a insuficiência de um componente ou sistema de emissão quando esta insuficiência provoca um aumento de emissões, incluindo o nível excede os limites regulamentares. As falhas de ignição em risco de destruir o catalisador fazem com que a luz de diagnóstico do motor cintile. A luz de diagnóstico do motor não é utilizada para qualquer outro fim, a menos que exista um risco de destruição do motor ou risco para a segurança dos ocupantes do veículo. A ignição ocorre no final de 3 ciclos de condução consecutivos (um ciclo de condução compreende o arranque do motor, uma fase durante a qual se encontra uma possível avaria e o motor é cortado). Luz de diagnóstico de extinção após 3 ciclos de condução consecutivos durante os quais o sistema de vigilância de ativação responsável já não encontra avarias; o defeito passa de fugitivo. A calculadora pode então apagar o defeito do fugitivo, se durante 40 ciclos de aquecimento, este defeito não tiver reaparecido. Deve-se um ciclo de aquecimento; funcionamento do veículo suficientemente para que a temperatura do motor aumente pelo menos 22 ° desde o arranque do motor e atinja uma temperatura mínima de 70 °. Defeitos fugitivos também são apagões com a ajuda de um instrumento de diagnóstico. D) ACESSO A CÓDIGOS DEFEITOS O acesso a códigos de avaria memorizados está aberto ao profissional equipado com um instrumento de diagnóstico padrão chamado SCANTOOL cuja calculadora permite o diálogo. O acesso aos modos de diagnóstico é o seguinte:

  • modo 01: leitura do número de códigos de avaria e do regime motor (dinâmico)
  • modo 02: leitura de weft fixa (variáveis associadas)
  • Modo 03: leitura dos códigos predefinidos
  • modo 04: Eliminar códigos de defeito
    E) ELIMINAÇÃO DOS CÓDIGOS DEFEITOS CONSTRUTOR E EOBD Para todas as calculadoras que respondem à norma de descontaminação com o EOBD ativo, é necessário informar a área pós-venda no momento de cada pedido de eliminação dos códigos memorizados de defeitos. Esta assinatura é do mesmo tipo que a que é armazenada na zona de identificação da calculadora no momento do telecarcar. Esta informação é visível com a ajuda de um instrumento de diagnóstico.

    Aparelho de diagnóstico

Histórico:

  • Contador total do número de intervenções
    data de intervenção
  • quilometragem do veículo no momento da intervenção
  • instrumento de intervenção
  • local de intervenção

Contador total do número de intervenções: Esta informação é útil porque permite saber o número de intervenções realizadas no veículo.

Tipo de apagamento: Esta informação permite verificar o tipo de instrumento que realizou o funcionamento do pagamento dos defeitos, pelo que a intervenção foi realizada na rede ou num reparador independente.

F) CONCLUSÃO A Diretiva 98/69 evoluiu durante o ano 2000. Alguns pontos foram alvo de discussão, nomeadamente a função EOBD para veículos movidos a gás (GPL, CNG), bem como a gravação de quilometragem abrangida desde que a luz de aviso de diagnóstico acendeu. A norma EURO 4 aplicável a partir de 01/2005, importa medidas ainda mais severas (por exemplo, ciclo de medições poluentes a baixa temperatura -7°C)

  • detetar as deficiências do equipamento antipoluição do veículo
  • informar ao condutor as deficiências que fazem com que o limiar de emissão seja ultrapassado, até que possa reparar o veículo europeu de diagnóstico a bordo (EOBD), um regulamento europeu que acompanha a norma EURO 3. O EOBD tem como objetivo marcar ao condutor por intermediário da luz de aviso de diagnóstico do motor qualquer defeito que afete a descontaminação excedendo um limiar. A EOBD tem um software de vigilância integrado na calculadora de controlo do motor, tem duas funções principais:
  • detetar as deficiências do equipamento antipoluição do veículo
  • informar o condutor das deficiências que causam a ultrapassagem do limiar de emissão, de modo a poder reparar o veículo.
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