De 1769 a 1881 A era do Vapor

Sobressaltos

Fardier de Cugnot

Em 1769, a ideia de Ferdinand Verbiest é retomada pelo francês Joseph Cugnot que apresenta no 23 de Outubro o que ele nomeia o seu “fardier a vapor”, um carro propulsado por uma caldeira a vapor. Desenvolvido para o meio militar, este engenho auto-propulsionado é destinado a deslocar pesados canhões. Atinge uma velocidade 2.000 toises por hora, ou seja cerca de 4 km/h, para uma autonomia média de 15 minutos.

O Fardier

O Fardier não possui direção, nem travões, e foi assim que destruiu acidentalmente um pano de muro durante um ensaio. Um acidente que demonstra no entanto a força desenvolvida por este veículo de cerca de 7 metros de comprido mas assina o fim da sua carreira. O duque de Choiseul, o ministro dos Negócios estrangeiros, da Guerra e a Marinha Francesa, ficou muito interessados pelo projeto e seguia rigorosamente esta inovação, da qual um segundo modelo é produzido em 1771. Contudo, ele deixa o seu posto mais cedo um ano que previsto e o seu substituto não desejou dar seguimento ao projeto, de modo que este último ficou armazenado no arsenal. Fardier será redescoberto seguidamente por L. - N. Roland, Comissário geral da artilharia Francesa nos anos 1800, mas Napoléon Bonaparte não se interessou por este engenho. A França não é certamente o único país a desenvolver modelos a vapor. O inventor americano Oliver Evans é à origem de máquinas a vapor de elevada pressão. Ele expõe em 1797 as suas ideias sobre estes últimos, mas encontra poucos aprovadores e morre antes de de ter visto a sua invenção tomar o lugar que ocupa no XIX século. Em 1801, o Inglês Richard Trevithick apresenta o primeiro veículo rodoviário britânico, equipado de três rodas, podendo transportar 9 passageiros, propulsado a vapor, designado “London Steam Carriage” e percorre a seu bordo 10 milhas nas ruas de Londres. Os problemas fundamentais relativos a direção, ás suspensões e ao estado das estradas faz que o automóvel “rodoviário” seja abandonado, deixando lugar aos caminhos de ferro.

 Progresso

Autobus de Amedée Bollée

Os progressos realizados no domínio das máquinas à vapor incitam alguns a inclinar-se outra vez sobre os veículos rodoviários. Na lógica das coisas, é na Inglaterra, pioneira no desenvolvimento dos caminhos de ferro, que o automóvel a vapor toma o seu desenvolvimento. No entanto, o decreto de 1839 que limita a velocidade a 10 km/h para as aplicações a vapor bem como “o Locomotiv Act” impõe aos veículos automóveis de serem precedidos de um homem a pé que agita uma bandeira vermelha põem um termo ao seu desenvolvimento ultra-Manche. É por conseguinte na França que o automóvel a vapor retoma o seu curso. Entre mais famosas as adaptações da propulsão a vapor, convém assinalar o de Amédée Bollée que comercializa em 1873 primeiro o verdadeiro automóvel à vapor, um veículo chamado o "Obediente" capaz de transportar doze pessoas a uma velocidade de alta tecnologia de 40 km/h. Bollée concebe seguidamente, em 1876, um ónibus a vapor do qual as quatro rodas são a motor e diretrizes, seguidamente em 1878 um automóvel chamado o Mancelle mais ligeiro (2,7 toneladas) que o seu primeiro modelo, que excede facilmente o 40 km/h. Expostos em Paris aquando da Exposição universal, estes dois automóveis são classificados com o material caminho de ferro. A exposição universal de 1878, em Paris, permite ao público e vários industriais descobrir plenamente estes novos engenhos. As encomendas afluem de todas as partes, de Alemanha particularmente onde uma sucursal Bollée vê mesmo o dia em 1880. Bollée parte então à conquista do mundo e apresenta os seus modelos de Moscovo em Roma, da Síria á Inglaterra (1880-1881). Um novo modelo é lançado em 1880, designado " La Nouvelle (a noticia)", guarnecido de uma caixa de velocidades a dois rapports e de um motor a vapor de 15 cavalos vapor.

Triciclo de Serpollet/Peugeot

 Em 1881 O Triciclo Serpollet.

O modelo ’Le Rapide’ de seis lugares que pode atingir 63 km/h é apresentado. Outros modelos seguirão, mas a propulsão o vapor encontra uma impasse em matéria de relação peso/desempenho. Bollée e o seu filho Amédée experimentam efetivamente uma propulsão a álcool, mas cé finalmente o motor a explosão e o petróleo que se imposam. Após os progressos motorizações, certos engenheiros procuram reduzir a dimensão da caldeira. E é assim que na Exposição universal de 1889 em Paris, o primeiro veículo a vapor a meio caminho entre o automóvel e o triciclo, desenvolvido por Serpollet-Peugeot, é apresentado. Este progresso notável nomeadamente deve-se Léon Serpollet que desenvolve a caldeira “a vaporização instantânea”. Obtém além disso sobre o veículo da sua própria conceção a primeira carta de condução francesa. O seu chassis mas sobretudo a utilização dele naquela altura explica que este triciclo seja considerado geralmente como um automóvel. Mas apesar do conjunto destes protótipos, o automóvel ainda não está realmente lançado; será necessário para isso esperar a generalização de uma inovação dos anos 1860, que vai perturbar o curso da história do automóvel: o motor a explosão.